Tenho diabetes: e agora? - Laboratório Verner Willrich

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 02/05/2019

Tenho diabetes: e agora?

Tenho diabetes: e agora?

O número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8%, entre os anos de 2006 a 2016, com mais de 13 milhões de pessoas acometidas pela doença. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, do Ministério da Saúde. Segundo os dados, o crescimento do diabetes é uma tendência em todo o mundo, devido às mudanças de hábitos alimentares, estilo de vida e envelhecimento da população.

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Cientificamente chamada de Diabetes Mellitus, o diabetes é uma doença crônica não transmissível, caracterizada pela elevação da glicose no sangue, a hiperglicemia. Isso ocorre quando o pâncreas não é capaz de produzir a quantidade suficiente de insulina para o corpo, ou quando o próprio organismo não consegue utilizar a insulina de maneira adequada.

A insulina é o hormônio responsável pela regulagem da glicose, sendo fundamental para assegurar energia ao organismo. Contudo, as altas taxas de glicose podem levar a complicações graves, como problemas no coração, artérias, nervos e outros órgãos (olhos e rins), por exemplo. Nos casos mais graves, sem o devido tratamento, o diabetes pode representar um risco de vida.

Então, o que fazer quando se tem diabetes? Apesar de não ter cura, a doença é tratável. Com o diagnóstico adequado, pode-se viver bem e se prevenir de eventuais complicações. Vamos saber mais sobre como tratar o diabetes.

Como posso tratar o diabetes?

Para saber se você está mesmo com diabetes, é importante realizar um exame de sangue. Isso porque a doença é silenciosa, isto é, alguns sintomas tardam a aparecer ou permanecem inertes. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais eficaz é o tratamento. Por esse motivo, é importante manter sempre os seus exames em dia.

Além disso, manter uma dieta adequada e praticar regularmente atividades físicas reduz a incidência do diabetes, contribuindo para uma vida mais saudável. Inúmeras pesquisas científicas já afirmaram que a prática de exercícios físicos contribui significativamente na melhora da saúde de indivíduos diabéticos.

Após o diagnóstico, o endocrinologista prescreverá o tratamento tendo em vista o tipo de diabetes identificado. Confira os tratamentos indicados para cada um deles.

 

Tratamento para Diabetes do Tipo 1

Os pacientes que apresentam o Diabetes do Tipo 1 devem receber doses diárias de insulina, por meio de injeções, para manter a glicose em valores saudáveis A injeção é aplicada diretamente na camada das células de gordura, abaixo da pele. Recomenda-se a aplicação nas seguintes regiões do corpo: barriga, coxa, braço, cintura e glúteo.

Tratamento para Diabetes do Tipo 2

Para os pacientes com Diabetes Tipo 2, o tratamento pode variar conforme cada caso, por isso, consulte o seu médico e não inicie nenhum procedimento sem ajuda profissional! Dependendo do tipo de diabetes, é possível tratá-la com:

  • Inibidores de alfaglicosidade, que impedem a absorção de carboidratos (açúcares) no intestino;
  • Sulfonilureais e Glinidas, que estimulam a produção de insulina no pâncreas.

Vou ter que parar de comer doce?

Quem está com diabetes deve ter muito cuidado e atenção com os alimentos, principalmente, os que são ricos em açúcares. Praticamente tudo o que comemos é transformado em açúcar pelo organismo (mesmo os salgados), em especial, carboidratos. Mas, isso não quer dizer que os diabéticos têm que cortar todos os carboidratos do cardápio e eliminar qualquer tipo de doce.

O importante é ter uma alimentação equilibrada e específica para cada caso, com planos alimentares que levam em consideração a quantidade e o tipo de carboidrato que se pode ingerir.

Nos últimos anos, o incentivo para uma alimentação saudável e balanceada, aliada com a prática regular de atividades físicas, tornou-se prioridade para o combate à doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. O Brasil assumiu o compromisso de reduzir o consumo de refrigerantes e sucos artificiais em pelo menos 30%, até o ano de 2019. A publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira também foi reconhecida internacionalmente, com recomendações sobre alimentação saudável.

Portanto, o diabético pode ter uma vida completamente normal. São necessárias, apenas, mudanças nos hábitos e acompanhamento regular com um médico de confiança, visando melhoria na qualidade de vida.   

 

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.