Exame para diabetes: por que o médico me pediu para fazer um? - Laboratório Verner Willrich

21.10.2018 | por

Exame para diabetes: por que o médico me pediu para fazer um?

Exame para diabetes: por que o médico me pediu para fazer um?

Para entender por que fazer um exame para diabetes é necessário entender do que se trata esse distúrbio. A diabetes é uma consequência da elevação de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. Geralmente, acontece em decorrência de alguma falha na secreção ou na ação funcional da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, por meio das células beta.

Dessa forma, o hormônio insulina permite que a glicose entre para as células do organismo a fim de destiná-la ao seu devido funcionamento nas inúmeras atividades celulares. Entretanto, quando há a falta ou algum problema na sua função, o sangue irá acumular a glicose, resultando em um quadro de diabetes.

A diabetes, por sua vez, pode ser classificada em algumas variações distintas, embora seja mais comum sua manifestação em diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2, na maioria dos casos.

Como se classificam os tipos de diabetes?

A diabetes pode ser manifestada de algumas formas diferentes no organismo. Vejamos cada uma delas:

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 se manifesta por meio da destruição das células beta pancreáticas, em decorrência de uma resposta imunológica, onde o próprio organismo ataca as células beta e, consequentemente, a insulina se encontra deficiente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), essa é uma manifestação bastante comum de diabetes e é possível detectá-la pelo exame de sangue, identificando a presença desses anticorpos (ICA, IAAs, GAD e IA-2). Pode iniciar rapidamente e, caso o tratamento seja iniciado o tardiamente, é possível que agrave para a manifestação que chamamos de Cetoacidose Diabética, uma condição ainda mais séria da doença.

Diabetes tipo 2

Nesse caso, a ação da insulina produzida pelo organismo está totalmente dificultada, o que levará à resistência ao hormônio. Dessa forma, haverá um aumento de produção de insulina para que os níveis de glicose se encontrem estáveis.

Nessa classificação da doença, os indivíduos mais acometidos são os que se encontram em sobrepeso ou obesos, em decorrência, principalmente da falta de exercícios físicos e alto consumo de gorduras. A diabetes tipo 2 pode demorar a se manifestar e caso não seja tratada, poderá progredir para desidratação grave e coma.

Diabetes gestacional

Durante a gravidez, é fundamental que a gestante se atente a um possível quadro de diabetes gestacional. Nesse caso, a doença pode ser transitória ou permanecer manifestada, caso não seja devidamente tratada. Se dá principalmente por uma sobrecarga da glicose, principalmente no terceiro trimestre da gravidez.

Outros tipos

Outras manifestações da diabetes são bastante raros e incluem alterações genéticas na função da célula beta (MODY 1, 2, 3), além de defeitos na ação da insulina. Doenças no pâncreas, como hemocromatose, tumores pancreáticos, pancreatite; uso de certos medicamentos e outras doenças endócrinas, como hipotireoidismo, acromegalia e Síndrome de Cushing também podem resultar em um quadro de diabetes.

Exames tradicionais que identificam a diabetes

Muitas vezes silenciosa, a diabetes pode se agravar rapidamente. Por isso, é fundamental estar atento aos exames de rotina, além de recorrer aos exames específicos para detectar a diabetes, quando o indivíduo apresentar os sintomas reconhecidos pelo médico. Assim, o diagnóstico laboratorial pode ser realizado de algumas formas:

  • glicemia em jejum (8 horas de jejum): valores > 126mg/dl confirma o resultado;
  • glicemia casual (exame realizado em qualquer horário do dia, ausente de jejum): valores > 200mg/dl confirma o resultado com pacientes já com suspeita da doença;
  • glicemia > 200mg/dl referente a duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.

Dessa forma, caso os testes apontem resultados positivos, novos exames deverão ser realizados para a confirmação. Ainda em alguns casos, onde os resultados estão bem próximos do diagnóstico de diabetes, será preciso direcionar uma atenção especial aos hábitos alimentares, realização de atividades físicas ou uso de medicamentos para evitar que o quadro se agrave.

Importância dos exames de rotina

Os exames de rotina são muito importantes para identificar a diabetes, assim como acompanhá-la, em casos de diagnósticos já precisos. Assim, o médico irá solicitar alguns exames periódicos importantes para monitorar a diabetes.

Confira uma lista de exames que deverão ser realizados após o diagnóstico e mediante a periodicidade orientada pelo especialista de cada caso:

    • glicemia;
    • hemoglobina glicada;
    • função renal (pesquisa de microalbuminúria, creatinina, ureia);
    • perfil lipídico;

 

  • teste de tolerância à glicose (TOTG);
  • glicemia pós-prandial;
  • glicosúria;
  • hemoglobina glicada (HbA1C);

 

 

  • Triglicérides;
  • Colesterol total;
  • HDL colesterol;
  • LDL colesterol;
  • proteinúria de 24 horas;
  • taxa de filtração glomerular;
  • pesquisa de co-morbidades;
  • dosagem do peptídeo C;
  • dosagem de auto-anticorpos anti GAD e anti-insulina;
  • RX de punho e mãos para avaliação da idade óssea;

 

  • pesquisa de doença celíaca (transglutaminase);
  • avaliação oftalmológica;
  • avaliação cardiológica.

Viu só a importância de realizar exames periódicos e exames que monitoram a diabetes? Se você ficou com alguma dúvida sobre o tema, entre em contato conosco. Não esqueça de compartilhar o conteúdo em suas redes para que mais pessoas se informem a respeito da diabetes!

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