A obesidade é fator de risco para diversas doenças - Laboratório Verner Willrich

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 09/05/2019

A obesidade é fator de risco para diversas doenças

A obesidade é fator de risco para diversas doenças

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde do mundo. Segundo a entidade, o mapa da obesidade vem crescendo em todo o mundo, com estimativa que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos tenham sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. No caso das crianças, esse número pode chegar a 75 milhões.

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No Brasil, dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, mostram que mais da metade dos brasileiros está acima do peso. Em paralelo, houve o aumento no número de doenças como diabetes (8,9%) e hipertensão (25,7%).

Diante desses números, a obesidade é considerada uma epidemia a nível mundial, que está presente tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. Esse quadro é resultante das mudanças no estilo de vida, oriundas, principalmente, da urbanização e industrialização.

Passou-se a se consumir alimentos com maior densidade energética, incluindo carnes, leites e derivados ricos em gorduras. Inversamente, há redução do consumo de frutas, cereais, verduras e legumes. Como consequência dos hábitos alimentares prejudiciais e do sedentarismo, uma série de doenças vem aumentando e, como muito delas são crônicas, a saúde da pessoa nunca mais volta ao normal.

Conheça as doenças mais comuns associadas à obesidade e saiba como tratar essa condição antes que cause outros problemas de saúde.

Quais doenças a obesidade pode causar?

A obesidade pode causa incapacidade funcional, redução da qualidade e expectativa de vida, bem como aumento da mortalidade. Por esse motivo, é preciso estar atento aos sinais relacionados com o sobrepeso e a obesidade.

Entre as anormalidades mais comuns em pessoas obesas estão a associação com condições crônicas, como doenças renais, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e apneia do sono. Pois é, a obesidade pode prejudicar até mesmo o nosso sono!

Além disso, entre as doenças  mais comuns para quem tem obesidade, estão:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes mellitus tipo 2;
  • distúrbios do colesterol e triglicérides;
  • doenças cardiovasculares e insuficiência cardíaca.

Em comum, essas doenças dividem o fato de não terem cura. Portanto, devem ser monitoradas e controladas por toda a vida.

Obesidade pode causar câncer?

Diversos estudos apontam para o risco do desenvolvimento de câncer em pessoas obesas. O exemplo recorrente é o câncer endometrial de tipo I. Além disso, uma pesquisa da UFRGS identificou que de 81 mulheres com câncer ovariano avaliadas, 31% tinha obesidade. Claro que outros fatores também influenciam no agravamento da doença, no entanto, altos valores de Índice de Massa Corporal (IMC) podem aumentar a probabilidade de câncer, o que foi observado em casos como o câncer de mama.

Como tratar a obesidade?

Parece senso comum, mas não é. A obesidade é tratável com uma dieta balanceada e exercícios físicos. Não tem segredo: é preciso observar o que comemos, o quanto comemos e praticar atividades.

O Ministério da Saúde também adotou ações para controlar a epidemia de obesidade no Brasil, em torno de três objetivos: reduzir o aumento da população obesa, através de políticas de segurança alimentar; diminuir em pelo menos 30% o consumo de refrigerantes e sucos artificiais; e, finalmente, aumentar em 17,8% o número de pessoas que consomem frutas e verduras.

Para isso, foi produzido o Guia Alimentar para a População Brasileira, com dicas alimentares e ações para substituir o consumo de produtos industrializados por alimentos naturais, com menos processamento.

Para iniciar o tratamento contra a obesidade, é importante que você tenha todos os seus exames em dia, para que o especialista possa indicar uma dieta de acordo com as suas necessidades.

Conte com o LabVW para realizar seus exames, nas unidades em Brusque, Blumenau, São João Batista e Nova Trento. Você pode, também, solicitar atendimento domiciliar.

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.