4 DSTs tão sérias quanto o HIV

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 25/06/2019

4 DSTs tão sérias quanto o HIV

Já falamos outras vezes, aqui no blog, sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Mas a proliferação dos casos de DSTs, como sífilis e HIV, torna cada vez mais necessário alertar sobre seus riscos e cuidados preventivos. Atualmente, a terminologia foi substituída por Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), englobando as pessoas que são transmissoras das infecções, mas não apresentam sinais ou sintomas das doenças.

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O vírus da imunodeficiência humana é um dos patógenos mais conhecidos dentro das DSTs, sendo causador da Aids – doença que ataca o sistema imunológico e derruba as defesas do organismo. Segundo dados do Ministério da Saúde, a epidemia de HIV/Aids está estabilizada no Brasil, porém vem avançando entre os jovens.

Só na última década, por exemplo, o índice de contágio mais que dobrou na faixa etária dos 15 a 19 anos, com 5,8 casos de Aids a cada 100 mil habitantes. Para o Ministério, a causa está associada à falta de informação nos primeiros anos da vida sexual, bem como a falta de prevenção – sobretudo, com o uso do preservativo.

No entanto, não só o HIV/Aids preocupa o cenário da saúde no Brasil. Outras DSTs também atingem pessoas de todas as idades, e podem estar relacionadas com casos de infertilidade, cânceres e, até mesmo, óbito.

Conheça, a seguir, quatro doenças sexualmente transmissíveis que, se não forem identificadas e tratadas precocemente, podem ser tão graves quanto a Aids.

Conheça as principais DSTs além do HIV

Sífilis

A sífilis é uma DST causada pela bactéria Treponema pallidum, que se apresenta em diferentes estágios: sífilis primária, secundária, latente e terciária. Os principais sintomas incluem a presença de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vagina, ânus, boca, entre outros).

Se não tratada corretamente, a sífilis pode evoluir para lesões cutâneas mais graves, bem como problemas ósseos, cardiovasculares e neurológicos.

Gonorreia

A gonorreia é uma das DSTs mais comuns no Brasil. Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo, a infecção se manifesta pelo contato sexual e pode atingir não só os órgãos sexuais, mas também, o aparelho urinário. Os sintomas incluem corrimento vaginal, ardência ao urinar, dor pélvica e mau cheiro na região infectada.

Clamídia

Assim como a gonorreia, a clamídia está entre as principais DSTs no Brasil. Ambas doenças apresentam sintomas parecidos; no entanto, mulheres com clamídia podem ser assintomáticas. Se não tratada, a infecção pode atingir o útero e as trompas, causando complicações durante a gravidez e, até mesmo, a esterilidade.

Herpes Genital

A herpes genital é uma DST causada pelo vírus da herpes simples (HSV). Os principais sintomas são lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais. Uma vez dentro do organismo, o vírus da herpes raramente é eliminado, visto que ele se esconde dentro das raízes nervosas.

É preciso ter cuidado com o vírus da herpes, principalmente, durante a gravidez, já que ele pode trazer riscos ao feto e à mãe, como chances de aborto espontâneo.

Como descobrir se tenho alguma DST?

Se você identificou sintomas parecidos com os que foram descritos acima, ou teve relações sexuais sem preservativo, deve procurar um especialista. Apenas com a análise clínica será possível confirmar a presença da doença.

Alguns exames simples conseguem detectar a presença ou não de agentes causadores de DSTs. Eles podem ser feitos a partir da coleta de sangue ou na região afetada, na coleta uretral e a coleta de secreção vaginal e endocervical.

Durante esses exames, é importante que o paciente não tenha tido relações sexuais nas últimas 24 horas, bem como não tenha feito lavagens desinfectantes na região. Para as mulheres, recomenda-se que não estejam menstruadas.

Realize seu exame nas unidades do LabVW, em Brusque, Blumenau, Nova Trento e São João Batista, ou agendar seu atendimento domiciliar pelo WhatsApp do LabVW.

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.

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