Você sabe quais são as DSTs? - Laboratório Verner Willrich

27.02.2018 | por

Você sabe quais são as DSTs?

Você sabe quais são as DSTs?

Entender bem quais são as DSTs é importante para a população manter-se sempre prevenida e informada sobre as consequências das relações sexuais sem proteção.

DSTs é a sigla para as Doenças Sexualmente Transmissíveis, causadas por vírus, bactérias ou outros micro-organismos que se transmitem, principalmente, através das relações sexuais sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada. Geralmente, manifestam-se por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

Entenda quais são as DSTs

Candidíase

A candidíase é uma infecção causada pela multiplicação excessiva do fungo candida no organismo. A Candida é um entre os milhões de microorganismos que existem naturalmente na flora biológica do ser humano, podendo estar presente na boca, no sistema digestivo e nos órgãos genitais, por exemplo.

Dessa forma, a doença pode ser transmitida pelo contato sexual com um parceiro contaminado, ou mesmo por uma queda na resistência do organismo, quando aumenta a probabilidade de multiplicação do fungo.

Nas mulheres, pode causa dor, vermelhidão, coceira e corrimento na região vaginal, além de desconforto durante relações sexuais. Nos homens, a candidíase pode provocar coceira ou ardência na ponta do pênis.

O tratamento da candidíase, normalmente, consiste no uso de medicamentos antifúngicos em comprimidos ou pomada, segundo o tipo de infecção.

Aids

A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o resultado da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Uma vez no organismo, o vírus ataca o sistema imunológico do paciente, debilitando suas defesas e permitindo que doenças oportunistas, que antes poderiam ser facilmente combatidas pelo organismo saudável, como gripe, tuberculose e resfriados, se instalem.

Apesar de ser a mais temida das DSTs, por ainda não possuir cura, atualmente, a Aids já pode ser controlada por meio de um coquetel de medicamentos que impede que o vírus se multiplique. A evolução da doença também depende do sistema imunológico de cada indivíduo. O importante é combater as doenças oportunistas.

A única forma de se prevenir contra o vírus é evitar contato com sangue ou fluidos de uma pessoa contaminada. No caso das relações sexuais, é indispensável o uso do preservativo.

Herpes

Causada pelo vírus Herpes Tipo 1 ou Tipo 2, a doença é cíclica e marcada por episódios. Ela provoca manchas e feridas nas mucosas genitais, na boca e em diversas outras partes do corpo. Embora possa ser controlada, a herpes não pode ser eliminada do organismo, podendo se manifestar inúmeras vezes ao longo da vida. Em geral, quando o sistema imunológico está debilitado.

O diagnóstico dessa DST é feito por meio da observação das lesões pelo médico, além de exames laboratoriais. Apesar de não ter cura, os sintomas e o incômodo podem ser reduzidos com o uso de medicamentos antivirais orais ou de uso tópico.

O parceiro leva a vida normalmente. Contudo, a doença é altamente contagiosa quando as feridas estão expostas. Para proteger o parceiro, é preciso levar uma vida saudável, no intuito de evitar o surgimento das feridas e ter o medicamento sempre por perto para reduzir o tempo de manifestação dos sintomas, quando estes aparecem.

HPV

Também conhecido como vírus do papiloma humano, o HPV é uma doença causada por diversos tipos de vírus que provocam lesões e verrugas na vulva, na vagina, no colo do útero, no pênis ou no ânus, podendo levar ao desenvolvimento de câncer.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames físicos realizados pelo médico, biópsias ou pelo exame preventivo (papanicolau). Dependendo do tipo de HPV, o tratamento pode ser feito através de cauterização das lesões e das verrugas ou com a remoção cirúrgica. Medicamentos que melhoram o sistema imunológico também podem ser eficazes nos estágios iniciais da doença.

Quando as feridas estão expostas, é imprescindível usar camisinha e evitar o contato com o parceiro, para protegê-lo. Como o HPV pode demorar para se manifestar, a utilização da camisinha é sempre muito bem recomendada.

Sífilis

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e seu diagnóstico é feito por meio de exames físico e laboratorial. A infecção pode ser tratada e curada por meio da utilização de penicilina. Este é o primeiro antibiótico descoberto pelo homem, capaz de eliminar a bactéria do organismo.

O Ministério da Saúde informou, no final do ano de 2017, que o número de casos de sífilis em adultos brasileiros aumentou 27,9% em 2016, em comparação com o ano anterior. Em gestantes, cresceu 14,7%, e a sua forma congênita, 4,7%. Diante dos dados, a diretoria do órgão afirmou que o Brasil está vivendo uma situação de epidemia. O Ministério da Saúde tem intensificado as ações de controle e prevenção da doença.

A doença apresenta três estágios:

Sífilis primária

Um mês após o contágio, surge o principal sintoma. Uma lesão genital sem secreções e com a borda endurecida na região da cabeça do pênis ou nos lábios vaginais.

Sífilis secundária

A bactéria continua a se reproduzir no organismo, até atingir outros órgãos. Provoca feridas e manchas na pele, por todo o corpo.

Sífilis terciária

Com lesões maiores na pele e podendo atingir o sistema nervoso, a doença pode causar problemas neurológicos e até a morte.

Até que a bactéria seja totalmente eliminada, é preciso evitar relações sexuais. Isso pode levar cerca de 15 dias após o início do tratamento.

Gonorreia

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, a gonorreia provoca ardor ao urinar e secreções com odor desagradável na uretra ou na vagina cerca de 2 a 10 dias após o contágio. A identificação da doença é feita por meio de exames físicos e laboratoriais. Caso seja diagnosticada corretamente, pode ser totalmente curada por meio da administração de antibióticos orais ou injetáveis. As relações sexuais devem ser evitadas até que a bactéria seja eliminada do organismo e o parceiro esteja saudável, novamente.

Dicas e orientações

Algumas DSTs podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. Caso tenha ocorrido a relação sexual sem o uso da camisinha, os parceiros procurem o serviço de saúde para consultarem-se com um profissional.

Agora que você já sabe quais são as DSTs, entenda, também, que, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, estas doenças podem evoluir para complicações graves, como infertilidades, câncer e até a morte. Usar preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal) é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DSTs, em especial do vírus da Aids, o HIV.

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