O que significa Gama GT alterado?

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 30/06/2019

O que significa Gama GT alterado?

O Gama GT, também chamado de GGT (gamaglutamiltransferase), é uma enzima presente em diversos órgãos do corpo humano, incluindo os rins, fígado, vesícula biliar, baço e pâncreas. Por esse motivo, um exame de Gama GT tem como principal objetivo medir a quantidade da enzima no sangue e, assim, avaliar a função hepática do organismo.

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Ou seja, o exame tem o propósito de avaliar como está o funcionamento do fígado e identificar a presença de alterações hepáticas, especialmente, em relação ao consumo de álcool. Em alguns casos, a alteração do Gama GT também pode diagnosticar quadros de obstrução do ducto biliar, bem como outras falhas nos órgãos que possuem a enzima.

Nesse sentido, o valor alterado no exame de Gama GT pode ser o suficiente para indicar anomalias no fígado, pâncreas e vias biliares.

As doenças diagnosticadas podem ser:

  • hepatite;
  • cirrose;
  • câncer no fígado e
  • pancreatite.

Por esse motivo, a realização do exame é imprescindível para pacientes:

  • com mais de 50 anos;
  • que têm histórico familiar de câncer;
  • que fazer uso exagerado de álcool e medicamentos.

Os médicos, também, podem solicitar o exame de Gama GT quando identificado:

  • nível elevado de fosfatase alcalina;
  • baixa vitamina D;
  • suspeita de pancreatite e cirrose.

O exame também pode ser indicado para pessoas que apresentam sintomas como febre alta, vômitos, náuseas, urina escura e fezes claras.

Como é feito o exame de Gama GT?

O exame de Gama GT é relativamente simples, sendo feito a partir da coleta de sangue por venopunção. O procedimento é similar ao hemograma, sendo feito em poucos minutos e pouco invasivo.

Para realizar o exame de Gama GT, é preciso suspender a ingestão de álcool e/ou cigarro por 24 horas, não ter realizado biópsia hepática nos últimos 5 dias e estar em jejum de, no mínimo, 8 horas.

Os valores de referência do Gama GT são:

  • Homem: até 85 U/L
  • Mulher: até 38 U/L

Valores pouco aumentados, menores que 100, podem não ser indicativos de alguma doença; enquanto números mais altos necessitam de atenção. Contudo, após a realização do exame, deve-se procurar um médico especializado, que dará todas as orientações corretas sobre a análise dos valores indicados.

É importante ficar atento à correlação entre o Gama GT e a fosfatase alcalina: se o GGT estiver baixo, mas a fosfatase alta, pode ser um indicativo de problemas ósseos. Outras doenças também apresentam esses valores, como a deficiência de vitamina D e a doença de Paget, sendo necessário realizar outros exames para descartar ou atestar essas possibilidades.

Como evitar o aumento do Gama GT?

Alguns hábitos simples são, muitas vezes, suficientes para equilibrar os níveis de Gama GT. Adotar uma alimentação saudável, ingerir bastante água e evitar o abuso de álcool, drogas e cigarro pode fazer a diferença na qualidade de vida e nos índices da enzima.

Além disso, outros cuidados podem colaborar para os valores adequados do Gama GT:

  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Ter uma dieta rica em ômega 3;
  • Reduzir o consumo de gorduras e açúcares.

Em alguns casos, é recomendável iniciar o tratamento medicamentoso para diminuir os níveis de Gama GT. Algumas substâncias como a azatioprina, estrógenos, clofibrato e metronidazol são indicadas, porém, sob recomendação médica.

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.

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