Intolerância à lactose tem cura? - Laboratório Verner Willrich

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Publicado em 20/02/2022

Intolerância à lactose tem cura?

Se você abriu este texto apenas para saber se intolerância à lactose tem cura, a resposta é: depende. Para se obter essa resposta, é preciso primeiro entender o que é intolerância à lactose, também chamada de hipolactasia. Imagine só você sentir desconforto intestinal, dores na região da barriga, distensão abdominal e, em alguns casos, ter diarreia, tudo isso após uma simples refeição.

Agora, pense nessa situação se arrastando por semanas, meses, sem muita explicação… a intolerância à lactose, apesar de causar exatamente os sintomas descritos, pode passar um bom tempo despercebida, e é mais comum do que você imagina. Quer saber se ela tem cura? Então continue a leitura.

Como identificar a intolerância à lactose

Em primeiro lugar, é preciso dizer de cara que intolerância à lactose não tem nada a ver com alergia ao leite. No caso da alergia, as proteínas do leite causam um processo alérgico clássico, que pode ir desde inflamações e vermelhidões na pele até um quadro de sufocamento. Pessoas alérgicas devem evitar até mesmo quantidades mínimas da substância, sem exceções. Já para entender a intolerância, e então saber se a intolerância à lactose tem cura, primeiro é preciso saber o que é lactose.

A lactose é, em resumo, o açúcar (e não uma proteína) do leite. Mamíferos, como nós, humanos, têm a capacidade de digerir a lactose e convertê-la em energia. E fazemos isso através de uma enzima, substância digestiva, chamada lactase, que é produzida naturalmente pelo nosso corpo. Ou, ao menos, deveria ser produzida. A lactose, ao ser quebrada, vira dois açucares mais simples: a galactose e a glicose, que são facilmente absorvidas em nosso sistema digestivo.

 

intolerância à lactose tem cura

 

Mas, afinal, intolerância à lactose tem cura?

O problema começa porque, ao longo da vida, boa parte de nós, humanos, vamos gradualmente perdendo a capacidade de digerir a lactose. Se pensarmos bem, depois do desmame do leite materno, não faria tanto sentido na natureza continuar a consumir leite de outra fonte, não é mesmo? Mas, por motivos sócio-históricos, a humanidade descobriu benefícios nutricionais reais no consumo, principalmente, de leite de vacas. A intolerância à lactose primaria tem a ver exatamente com esse processo gradual de baixa na produção da enzima lactase pelo organismo. Nesse caso, a intolerância, ou seja, a incapacidade de digestão da lactose, é permanente, não há cura.

Em casos raros, por fatores genéticos, alguns bebês podem nascer sem a capacidade de produzir lactase desde pequenos. Nesse caso, a intolerância à lactose é congênita. Os sintomas são parecidos com as da intolerância primária, e tanto os pais quanto os médicos devem ficar atentos. Nesse caso, a intolerância também é crônica e o acompanhamento nutricional é fundamental para não comprometer o desenvolvimento da criança.

Há uma última situação, que é a intolerância à lactose secundária. Nesse caso, uma doença principal leva ao surgimento dos sintomas de intolerância. Infecções intestinais, vermes e outros agentes podem causar problemas na digestão da lactose. A boa notícia é que, ao tratar a doença primária, a intolerância à lactose desaparece, portanto, há cura. Vale reforçar que, em qualquer situação, a intolerância à lactose por si só não é doença, apenas uma condição do organismo.

 

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico da intolerância à lactose é feito com a descrição dos sintomas ao médico especialista, com o auxílio de exames. Existem ao menos três tipos:

  • Exame de sangue, no qual o paciente mede o nível de glicose em jejum, consome uma quantidade de lactose e mede periodicamente o nível de glicose no sangue posteriormente. Se não houver oscilação importante;
  • Exames de fezes para medir a acidez dela, pois a lactose não digerida pode fermentar no intestino, o que leva ao quadro de diarreia. Exames de fezes também podem indicar parasitas e outros problemas relacionados;
  • Exame de hidrogênio expirado, que aumenta em situações em que bactérias fermentam açucares não digeridos corretamente no intestino.

O tratamento da intolerância é relativamente simples, mas precisa ser feito sob orientação de um nutricionista. É possível retirar completamente derivados de leite da alimentação, o que significa um adeus aos leites, queijos, requeijões, iogurtes, e a todos os derivados, como pudins, chocolates ao leite, molhos brancos… nesse caso, é preciso ainda consumir outros alimentos que sejam ricos em cálcio, mas de outras origens, como sardinhas, brócolis e castanhas.

Mas calma! É possível, na maior parte dos casos, optar pelas versões sem lactose dos mesmos alimentos, ou ainda ingerir tabletes da enzima lactase antes de consumir alimentos com lactose. Ambos estão cada vez mais acessíveis. Com conhecimento e ajuda profissional, é possível viver bem e sem desconfortos, mesmo que não seja verdadeiro que a intolerância à lactose tem cura em suas formas primária ou congênita.

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