Você sabe o que é Aids e como ela afeta a saúde?

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 01/03/2018 - Atualizado 04/04/2019

O que é Aids?

O que é Aids?

Entender o que é Aids é muito importante para a sociedade, como um todo. A doença ataca o sistema imunológico humano devido à infecção pelo vírus HIV. Um ponto que deve ser esclarecido desde o início é que todo paciente que carrega o vírus da Aids está contaminado com o HIV, mas nem todos os pacientes que tem HIV, necessariamente, têm Aids. Iremos explicar melhor para você entender.

O vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é encontrado em fluidos sexuais, como o líquido pré-ejaculatório e o líquido lubrificante vaginal, além do sêmen, leite materno e sangue. Este vírus pode se manter inerte no organismo durante anos, ou pela vida inteira do seu portador. Quando ele se manifesta, caracteriza-se a Aids.

A Aids é a síndrome da imunodeficiência adquirida. Ou seja, a doença é adquirida através do vírus HIV. Os sintomas da Aids são praticamente iguais a outras doenças bastante populares, como a gripe. Podem ocorrer, também, mal estar, cansaço, etc.. Logo, é difícil o paciente suspeitar que está com Aids.

Para entender o que é Aids, conheça melhor o seu agente

Como dito de forma genérica anteriormente, a infecção da Aids se dá pelo vírus HIV, que, quando ativo, ataca os glóbulos brancos, os quais são responsáveis por proteger o organismo de agentes e substâncias que lhe são estranhas. Estes glóbulos atuam na produção dos chamados anticorpos, que nada mais são do que moléculas que têm a finalidade de destruir os agentes infecciosos.

A falta de glóbulos brancos no sangue, devido ao ataque do HIV, diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças que, em pessoas com o sistema imune normal, não seriam capazes de afetar a saúde a ponto de incapacitar a pessoa.

Como se dá a transmissão e o contágio do vírus da Aids?

O HIV, vírus que pode desencadear a Aids, pode ser transmitido pelo sangue, esperma, secreção vaginal, pelo leite materno, em uma transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de materiais, como agulhas. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da doença (Aids), devido ao vírus se manter inerte, pode transmiti-lo. Por isso, é muito importante o uso de preservativos em todas as relações sexuais.

É preciso ressaltar que é plenamente possível conviver com uma pessoa portadora do HIV e da Aids. Ela pode ser beijada, abraçada,receber carinho e compartilhar o mesmo espaço físico sem medo de transmitir o vírus.

Neste sentido, quanto mais respeito e companheirismo o paciente que tem HIV/Aids receber dos seus entes queridos, melhor será a resposta ao tratamento, porque o convívio social é muito importante para o aumento da autoestima e, consequentemente, faz com que eles cuidem melhor da saúde.

Portanto, não esqueça que a Aids é transmissível:

  • pelo sexo sem camisinha;
  • pelo sexo oral feito sem preservativo;
  • pelo sexo anal sem proteção;
  • no uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • na transfusão de sangue contaminado;
  • da mãe infectada para seu filho, durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • no compartilhamento de instrumentos perfurantes ou cortantes que não são esterilizados.

Diagnóstico do HIV

O diagnóstico da infecção pelo HIV, desencadeador da Aids, é feito por meio de testes realizados a partir da coleta de amostras de sangue. Esses testes podem ser realizados em unidades básicas de saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em laboratórios particulares.

Os tipos de teste para o diagnóstico da infecção pelo HIV são divididos em dois grupos: os testes de triagem e os testes confirmatórios.

Testes de triagem

Teste Elisa

Essa técnica é amplamente utilizada como teste inicial para detecção de anticorpos contra o HIV no sangue do paciente, podendo ser realizada com um grande número de amostras ao mesmo tempo.

Caso uma amostra apresente resultado negativo no teste Elisa, esse resultado é fornecido para o paciente, acompanhado do aconselhamento pós-teste. Caso uma amostra apresente resultado positivo, é necessário a realização de outros testes adicionais, denominados testes confirmatórios.

Testes confirmatórios

Teste de Imunofluorescência Indireta

Esse teste permite a detecção de anticorpos contra o HIV. No entanto, somente é utilizado quando a amostra de sangue do paciente apresentar resultado positivo no teste Elisa. Para a sua realização, utiliza-se uma lâmina de vidro que contém células infectadas com o HIV, fixadas nas cavidades onde o soro ou plasma do paciente é adicionado.

Teste Western blot

O teste Western blot também é confirmatório e detecta anticorpos contra o HIV. Assim, só é realizado quando a amostra de sangue do paciente apresentar resultado positivo no teste Elisa. Para a sua realização, utiliza-se uma tira de nitrocelulose que contém algumas proteínas do HIV fixadas. O soro ou plasma do paciente é, então, adicionado, ficando em contato com a tira de nitrocelulose.

Testes rápidos anti-HIV

Os testes rápidos permitem a detecção de anticorpos contra o HIV, presentes na amostra de sangue do paciente, em um tempo inferior a 30 minutos. Por isso, podem ser realizados no momento da consulta. Assim, a utilização do teste permite que, em um mesmo momento (o da consulta) o paciente faça o teste, tenha conhecimento do resultado e receba o aconselhamento pré e pós-teste, não havendo a necessidade do exame de triagem.

Teste de PCR (Polimerase chain reaction) quantitativo para o vírus HIV

O teste de PCR não é utilizado rotineiramente como teste de diagnóstico para a infecção pelo HIV. No entanto, há casos especiais nos quais esta é a única metodologia possível para confirmar a infecção. O princípio do teste é detectar o material genético do vírus HIV e a sua carga viral.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de Aids mais parecia uma sentença de morte, pois a doença representava bastante risco à saúde e não tem cura. Mas, hoje em dia, é possível ser portador do vírus e, ao mesmo tempo, ter qualidade de vida e bem-estar.

Para tanto, é necessário levar à risca o tratamento e tomar os medicamentos indicados, além de seguir corretamente as recomendações médicas. Saber precocemente da doença é fundamental, também, para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa.

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.