Além do câncer de mama: exames que detectam câncer em mulheres - Laboratório Verner Willrich

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 05/10/2019

Além do câncer de mama: exames que detectam câncer em mulheres

Além do câncer de mama: exames que detectam câncer em mulheres

O câncer de mama está entre as enfermidades mais comuns entre as mulheres, perdendo somente para os cânceres de pele não melanoma. O número de casos oscila entre 5 a 10% ao ano em toda a população feminina. Contudo, apesar da incidência, o percentual de cura é de 95%, quando diagnosticado precocemente. Assim surgiu o Outubro Rosa! 

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O Outubro Rosa foi criado em 1990, pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, considerado um movimento de âmbito internacional para a prevenção do câncer em mulheres, especialmente, o câncer de mama. A data é celebrada anualmente, tendo como principal objetivo compartilhar informações para conscientizar sobre a doença, além de proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado.

A incidência do câncer de mama é maior nas mulheres entre 55 a 64 anos de idade. Somente 2% dos casos são diagnosticados em mulheres abaixo dos 35 anos. O tipo de câncer mais comum é o Ductal, no duto de leite, representando 60% dos casos. O restante é do tipo lobular, nas glândulas produtoras de leite.

Exames para identificar câncer em mulheres

O diagnóstico de câncer de mama é feito com a mamografia, um exame de raio X das mamas. Com o rastreamento mamográfico é possível verificar se existem sinais da doença, ou até mesmo alterações nos seios da mulher. Desse modo, é possível detectar o câncer de mama nos estágios iniciais, antes mesmo que o nódulo seja sentido por palpação.

Porém, além do câncer de mama, as mulheres podem ser acometidas por outras doenças, como o câncer de colo do útero, bem como os demais tipos de cânceres (no trato urinário, sistema digestivo, entre outros). Por isso, é importante realizar exames de rotina, para analisar a presença dos marcadores tumorais.

Também chamados de marcadores biológicos, os marcadores tumorais são substâncias encontradas no sangue, urina, fluidos corporais e tecidos. Assim, quando presentes em quantidades altas, eles podem indicar a presença de câncer. Sendo assim, em exames de sangue e urina, bem como nos exames ginecológicos de rotina, é possível avaliar as condições do organismo e até mesmo o desenvolvimento de tipos de câncer nas mulheres.

Exame CA 125

O exame CA 125 indica a quantidade de proteína CA-125 presente no sangue, seu aumento anormal pode ajudar na identificação de:

  • câncer de ovário; 
  • câncer de endométrio; 
  • câncer no peritônio;
  • endometriose; 
  • cisto no ovário; 
  • cirrose; 
  • pancreatite e 
  • doença inflamatória pélvica.

De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), os exames de sangue são capazes de diagnosticar até 86% dos cânceres no ovário. Quando há variações da substância CA 125 no sangue, com níveis altos, pode ser um indicativo de tumores no ovário e, consequentemente, de câncer nas mulheres. Ele não deve ser usado como ferramenta única do diagnóstico e a interpretação por um médico especializado é essencial para confirmação ou exclusão da doença.

A importância do exame ginecológico para prevenção do câncer em mulheres

O Papanicolau é outro exame eficiente na detecção do câncer em mulheres, especialmente, do útero. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo do útero tem entre 80 a 90% de chances de cura. Por esse motivo, recomenda-se que o Papanicolau seja feito periodicamente, durantes as consultas ginecológicas.

Além do câncer em mulheres, o Papanicolau também é usado para encontrar lesões ou alterações no tecido uterino que indiquem a presença de HPV. As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como a candidíase, também são detectadas no procedimento.

No mês do Outubro Rosa, a LabVW convida todas as mulheres para realizar exames de rotina nas unidades de São João Batista, Brusque, Blumenau ou Nova Trento. Com procedimentos simples, é possível prevenir o câncer e iniciar o tratamento.

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.