7 doenças virais mais comuns na infância e como lidar com elas - Laboratório Verner Willrich

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 07/02/2019

7 doenças virais mais comuns na infância e como lidar com elas

7 doenças virais mais comuns na infância e como lidar com elas

Com certeza, você já deve ter passado por alguma das doenças virais mais comuns da infância. A maioria dessas enfermidades causadas por vírus causam bastante desconforto e mal estar, preocupando os responsáveis e apresentando uma nova situação para os pequenos.

A maioria das causas do surgimento das doenças virais durante a infância é pelo fato de que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento nesse período da vida e, por isso, o organismo ainda não é capaz de combatê-las.

Entretanto, todas elas podem ser tratadas com auxílio médico e tendem a melhorar após seu período de remissão. Mas para que a criança fique livre de complicações, é importante estar atento a qualquer alteração nas suas atividades normais.

Conheça as doenças mais comuns e saiba como os exames laboratoriais podem ajudar nesse momento.

Como diagnosticar as doenças virais mais comuns na infância?

Geralmente, as principais doenças virais na infância são bastante características e costumam ser diagnosticadas pelo exame clínico e físico da avaliação médica, assim que os pais identificam o mal estar da criança e a leva ao hospital.

Entretanto, em todos os casos, é possível que os exames laboratoriais sejam indicados para a confirmação do diagnóstico. Essa medida é importante para diferenciar uma doença da outra ou mesmo quando há dúvidas do médico sobre o diagnóstico. Confira:

 

1.Catapora

O mal estar relatado e as bolhas vermelhas são bastante características para o diagnóstico da catapora. No entanto, se ainda assim houver dúvidas, exames de sangue ou testes com a secreção das bolhas poderão confirmar a doença.

2.Sarampo

A avaliação de um médico identifica os sintomas de erupção na pele do sarampo, mas apenas os exames de sangue são capazes de confirmar a presença do vírus.

3.Caxumba

A caxumba também pode ser identificada por meio da análise clínica dos sintomas bastante característicos, mas exames laboratoriais também apontam o vírus da caxumba e seus anticorpos.

4.Rubéola

A rubéola é confirmada pelos exames que identificam os níveis de anticorpos contra o vírus, que podem ser testes de coleta de sangue, exame de urina, análise de amostra da secreção da garganta ou do nariz.

Além disso, as gestantes com suspeitas de rubéola podem fazer o exame do líquido amniótico ou pelo exame de sangue do feto.

5.Eritema infeccioso

Pode ser identificado pelos sintomas da erupção cutânea da pele ou por exames de sangue que identificam o vírus. Os testes laboratoriais são indicados principalmente para diferenciar o eritema infeccioso de rubéola ou sarampo.

6.Roséola infantil

A roséola infantil pode ser diagnosticada por exames de sangue, embora os sintomas também sejam bastante claros.

7.Infecção por rotavírus

Os sintomas podem ser identificados por um médico, mas se houver dúvidas, um exame de fezes poderá demonstrar o vírus por meio de um teste com antígenos.

É possível prevenir essas doenças?

Como todas as crianças estão suscetíveis às doenças virais, é importante que os pais estejam preparados para o momento em que os pequenos ficam doentes. Fique atento a algumas recomendações:

Regularize o cartão de vacinação

Primeiramente, é fundamental que o cartão de vacinação esteja em dia, assim é possível evitar que as crianças passem por essas enfermidades. Dentre as doenças citadas, as seguintes vacinas podem imunizar a criança:

 

  • tríplice viral: vacina contra caxumba, rubéola e sarampo que deve ser tomada após o primeiro ano de vida;
  • varicela: vacina contra catapora também deve ser tomada a partir de um ano de idade a não ser em casos de surtos, que a indicação é para criança de 9 meses;
  • vacina oral monovalente (VRH1) e vacina oral atenuada pentavalente (VR5): são vacinas destinadas a prevenção do rotavírus e devem ser tomadas, no máximo, em até 3 meses de idade e 15 dias, sendo a última dose até os 7 meses e 15 dias de idade.

 

Já para eritema infeccioso e roséola infantil não há vacina. Por isso, é importante que as pessoas infectadas evitem o contato com gestantes e pessoas debilitadas. Além disso, nos primeiros dias da doença é importante que a criança permaneça em casa.

De olho na imunidade da criança

Além dos cuidados com as vacinas, algumas ações que aumentam a imunidade da criança devem ser adotadas:

  • manter uma alimentação rica em nutrientes e vitaminas presentes em frutas, peixes, carnes, ovos e leite;
  • estimular a ingestão de água para manter o organismo sempre hidratado;
  • lavar sempre as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro, assim muitas das infecções podem ser evitadas;
  • ter uma boa noite de sono para manter os níveis de cortisol equilibrados e fortalecer o sistema imunológico;
  • tomar banho de sol antes das 10h da manhã e após as 16h da tarde é fundamental para equilibrar os níveis de vitamina D.

Visita ao pediatra

Além dessas medidas importantes, é indispensável que as crianças visitem um pediatra regularmente.

Assim, será possível verificar o andamento da saúde antes mesmo que não haja algum problema. A realização de check-ups infantis também é uma atitude que pode prevenir uma série de doenças nas crianças.

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    Material escrito por:
    Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

    Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.