Você sabe se HIV tem cura? - LabVW

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 04/02/2018

HIV tem cura?

HIV tem cura?

O HIV tem cura? Essa é a pergunta que muitas pessoas se fazem ao descobrirem que são portadoras do vírus. No país, cerca de 830 mil brasileiros são soropositivos, segundo o Ministério da Saúde. No Brasil e em todo o mundo, quem precisa lidar com o HIV todos os dias aguarda que seja encontrada uma maneira de não precisar mais lutar contra ele.

Os 41 mil novos casos que são diagnosticados todos os anos no país são detectados quando a pessoa preocupa-se:

  • em ter contraído o vírus depois de ter tido relações sexuais sem proteção;
  • com o rompimento do preservativo durante a relação sexual;
  • em ter compartilhado com outras pessoas uma seringa ou outro material perfurante que pode estar infectado;
  • em ir ao médico e o exame é solicitado por ele.

Antes de saber se HIV tem cura é preciso detectar o vírus

É possível fazer um teste rápido, que identifica a presença do vírus em até 30 minutos, ou realizar um exame em um laboratório para fazer o rastreio dos anticorpos contra o HIV no sangue.

O resultado da análise laboratorial é negativo quando há ausência de anticorpo. A pessoa pode ser considerada soropositiva quando é detectado algum anticorpo anti-HIV na amostra de sangue coletada.

Mesmo quando o primeiro teste é positivo, há a necessidade de realizar outro exame para confirmar o resultado. Em função de algumas doenças, como artrite reumatoide e certos tipos de câncer, gravidez e outras doenças causadas por vírus poderem influenciar no resultado, há a chance de o primeiro teste ser um falso-positivo.

No caso de o segundo exame confirmar o resultado positivo detectado pelo primeiro teste, uma terceira análise, conhecida como teste confirmatório, é feita com uma amostra de sangue diferente, utilizando metodologias moleculares, para não deixar o paciente com dúvidas. Esse, então, passa a ser o resultado definitivo.

O vírus debilita o sistema imunológico e, antes de ser descoberto, pode provocar:

  • febre persistente;
  • tosse seca prolongada e garganta arranhada;
  • suores noturnos;
  • inchaço dos gânglios linfáticos por mais de três meses;
  • dor de cabeça e dificuldade de concentração;
  • dor nos músculos e nas articulações;
  • cansaço;
  • fadiga e perda de energia;
  • rápida perda de peso;
  • candidíase oral ou genital;
  • diarreia por mais de um mês;
  • náusea e vômito;
  • manchas avermelhadas ou pequenas bolinhas vermelhas na pele.

Hoje, os medicamentos matam somente os vírus que estão circulando no organismo e desencadeiam todos esses sintomas. Os que se escondem no sistema linfático e em partes do intestino, por exemplo, não são atingidos pelos fármacos.

Infelizmente, a resposta para a pergunta que as pessoas se fazem, sobre se o HIV tem cura, ainda não é positiva. Há muitas pesquisas em busca de uma solução definitiva, algumas delas com resultados preliminares muito animadores, mas nenhuma, até então, pode ser considerada totalmente eficaz para a cura do HIV.

Mesmo que ainda não haja uma forma de eliminar o vírus do organismo, ser portador de HIV, atualmente, não é algo incapacitante. A pessoa que adere ao tratamento de controle consegue ter uma qualidade de vida normal, por muitos e muitos anos.

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.