A importância dos exames laboratoriais para as doenças crônicas

Por: - Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380
Publicado em 06/07/2019

A importância dos exames laboratoriais para as doenças crônicas

A importância dos exames laboratoriais para as doenças crônicas

Você já deve ter ouvido falar das doenças crônicas: o termo é amplo, e compreende todas as doenças de progressão lenta e de longa duração, que os pacientes podem levar por toda a vida se não tratado.

Elas podem ser assintomáticas (não apresentar sintomas) e silenciosas, ou apresentar sinais e manifestações no corpo. O que elas têm em comum é o risco para as pessoas, pois colaboram para o desenvolvimento de outras enfermidades, como é o caso das doenças cardiovasculares.

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De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 63% das vítimas fatais em todo o mundo. No Brasil, a taxa é de 74%. São porcentagens altas, visto que a maioria das doenças pode ser prevenida ou controlada a partir de ações simples e tratamentos pouco invasivos, e que contribuem com a qualidade de vida.

Para descobrir se você tem ou não alguma doença crônica é imprescindível realizar exames laboratoriais periodicamente, uma vez que essas doenças podem ser desenvolvidas ao longo da vida.

Continue a leitura para conhecer as doenças crônicas diagnosticadas a partir dos resultados de análises clínicas laboratoriais.

Quais são as doenças crônicas mais comuns?

Existem dois tipos de doenças crônicas: as transmissíveis e as não transmissíveis. A primeira é caracterizada por um processo infeccioso ou parasitário, enquanto a segunda é a progressão de acometimentos fisiológicos. Abaixo, você pode entender o que diferencia cada tipo, e quais as doenças mais comuns entre elas:

Transmissíveis:

  • AIDS/HIV;
  • hepatite;
  • doença de Chagas;
  • tuberculose – apesar de ter cura, se não tratada adequadamente assume caráter crônico.

Não Transmissíveis:

  • hipertensão Arterial;
  • diabetes;
  • câncer – se não tratado, o câncer permanece por toda a vida do paciente;
  • doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica, enfisema pulmonar);
  • distúrbios na tireoide (hiper ou hipotireoidismo);

Os exames de rotina ajudam no tratamento de doenças crônicas

Apesar da grande quantidade de doenças crônicas, elas são facilmente detectáveis por meio de simples exames, como testes laboratoriais de sangue, urina e fezes. Ou seja, através de um check-up, é possível perceber como anda o seu organismo e, assim, iniciar um tratamento adequado e individualizado junto ao médico.

Além do diagnóstico, as análises laboratoriais assumem protagonismo no monitoramento dos níveis das doenças crônicas. Na aterosclerose, por exemplo, é necessário ter o controle dos índices de colesterol, para identificar se a doença está evoluindo ou sob controle.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), 72% dos pacientes só descobriram problemas com doenças crônicas após o aparecimento de algum sintoma.

A pesquisa do SBPC/ML ouviu cerca de 400 pessoas do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, privilegiando a participação de indivíduos com pelo menos uma das seis doenças crônicas: cardiovasculares, reumáticas, renais, diabetes, tireoide e câncer.

A pesquisa da entidade revela um grande problema: a presença e identificação de sintomas significa que a doença já está instalada! Dessa forma, o tratamento pode não ser tão eficaz, em comparação com pessoas que já diagnosticaram a doença precocemente.

Em casos de câncer, por exemplo, o diagnóstico precoce pode aumentar consideravelmente as chances de cura. Cânceres de próstata, mama e o câncer infantil são alguns exemplos da necessidade de exames laboratoriais para o monitoramento da doença.

Como evitar e prevenir as doenças crônicas?

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 57,4 milhões de brasileiros possuem pelo menos uma doença crônica não transmissível. Daí, a importância de permanecer sempre atento aos exames laboratoriais.

Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento das doenças crônicas, como:

  • histórico de doenças crônicas na família;
  • faz parte de grupo de risco por sexo e idade (como o câncer de mama e próstata);
  • tem hábitos prejudiciais – desequilíbrio alimentar e falta de atividade física e
  • o abuso de álcool e drogas.

Caso você se encaixe em, pelo menos, um dos itens listados acima, mantenha uma vida em equilíbrio e deixe os exames em dia!

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Material escrito por:
Farmacêutica Bioquímica - CRF-SC 3380

Adriana Helena Sedrez é farmacêutica bioquímica especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR. Na LabVW, Adriana coordena o setor de Hematologia Clínica, é gerente de Recursos Humanos e responsável pelo Atendimento ao Cliente.